Os acidentes causados pela forma incorreta do descarte de lixo cresceram 63% em Rio Claro (SP). Desde o início deste ano, 44 coletores se machucaram, quase o dobro de casos durante 2013, quando foram 27 registras ocorrências. Agulhas, lâmpadas e vidros quebrados são as maiores causas dos ferimentos. Um educador ambiental dá dicas simples de como eliminar esse materias de forma adequada para evitar riscos (Veja abaixo).

O perigo é grande e a falta de cuidado reflete no dia a dia dos profissionais, que recolhem 6 mil toneladas de lixo por mês. Para isso, os sapatos e as luvas são reforçados. Mas mesmo com a proteção, nem sempre é possível escapar do perigo, que pode estar em qualquer sacola. “O pessoal não tem consciência, é assim direito, caco de vidro sem embalagem reforçada, pode cortar a mão”, disse o coletor Edimir Oliveira.

Os 52 funcionários da empresa terceirizada responsável pela coleta na cidade já se machucaram durante o trabalho. O coletor Marcos Roberto Raell tem uma cicatriz como lembrança do ultimo acidente sofrido. “Eu estava correndo e não vi o vidro pendurado no portão, ai cortou minha barriga. É difícil para nós porque o povo não tem consciência”, contou.

Os cuidados evitam que o trabalho se torne uma armadilha. “As pessoas não têm bom senso, porque quando tem vidro para jogar é só passar jornal em volta para evitar acidente”, falou o aposentado Joaquim Ferreira Pinto.
Com frequência o time de coletores da empresa fica desfalcado. No caso do funcionário Luciano da Silva o corte causado por um caco de vidro em uma sacola plástica foi profundo. Com isso, ele foi obrigado a se afastar das atividades. “Eu usava luvas e mesmo assim não teve jeito. É ruim ficar afastado porque a gente precisa do trabalho”, explicou.
Cuidados
Segundo o educador ambiental Éder Rodrigo Varussa, após o mês de outubro as ocorrências de acidentes aumentam por causas das festas de fim de ano. Garrafas e copos quebrados, cacos de vidro, lâmpadas e até agulhas usadas no tratamento de diabetes, vão para o lixo comum de forma irregular.

“Ferimentos com as agulhas, por exemplo, demoram mais para cicatrizar. “Todos os equipamentos de segurança que são fornecidos não impedem um acidente quando materiais como esses são descartáveis erroneamente. Assim, podem perfurar e atingir uma perna, um braço ou a mão de um coletor”, disse Varussa.

A dica é colocar as lâmpadas nas caixinhas de leite e jogar no lugar certo. Copos quebrados devem ser embrulhados em jornal. Já as seringas e agulhas podem ser colocadas em garrafas pet.

Fonte: G1- São Carlos e Araraquara

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