Com mais de 55 mil espécies de plantas ou 22% do total mundial, País tem a maior riqueza orquídeas (2.300).
A biodiversidade representa um dos maiores tesouros brasileiros. Existem, no Brasil, diversos ecossistemas como, por exemplo, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal, entre outros. Cada um deles possui um conjunto de espécies vegetais, ou seja, uma flora específica, adaptada às condições ambientais da região.
O Brasil possui a flora mais diversa do mundo, com mais de 55 mil espécies de plantas ou 22% do total mundial. Também encontra-se no País a maior riqueza de espécies de palmeiras (390 espécies) e de orquídeas (2.300), além de algas, gimnospermas (como o pinheiro), pteridófitas (samambaias) e briófitas (musgos).
A flora é um recurso de enorme valor para os organismos vivos e o homem pode fazer uso desta riqueza de diversas maneiras: na alimentação, medicina, vestuário, habitação e atividade industrial.
Uma das principais atividades econômicas no Brasil é o extrativismo vegetal. A madeira, por exemplo, é usada em construções, na carpintaria e na fabricação de instrumentos musicais. Da celulose sai o papel, e da fibra extraída de diversas plantas é feito artesanato e tecidos. No Brasil, há milhares de espécies vegetais nativas ainda não estudadas. Muitas delas encontram-se em fase de extinção; outras, já foram extintas antes de serem conhecidas cientificamente.
Para conhecer a biodiversidade e divulgar este conhecimento para a sociedade brasileira a comunidade botânica do Brasil lançou a Lista de Espécies da Flora do Brasil, em que são disponibilizadas imagens e dados sobre as espécies em diferentes tipos de vegetação, por estados, regiões e domínios fitogeográficos.
Na lista são reconhecidas 42.730 espécies para a flora brasileira, sendo 4.409 de Fungos, 4.057 de Algas, 1.521 de Briófitas, 1.196 de Pteridófitas, 26 de Gimnospermas e 31.521 de Angiospermas.
Biodiversidade
A composição total da biodiversidade brasileira não é conhecida e talvez nunca venha a ser na sua plenitude, tal a sua magnitude e complexidade. Nesse sentido, e considerando-se que o número de espécies existentes no território nacional, particularmente na plataforma continental e nas águas jurisdicionais brasileiras, – em grande parte ainda desconhecida, é elevado, é fácil inferir que o número de espécies, tanto terrestres quanto marinhas, ainda não identificadas, no Brasil, pode alcançar valores da ordem de dezena de milhões.
Apesar dessas estimativas, a realidade é que o número de espécies conhecidas atualmente, em todo o planeta, está em torno de 1,7 milhões, valor que atesta o alto grau de desconhecimento da biodiversidade, especialmente nas regiões tropicais. Além disso, é interessante registrar que a maior parte dos conhecimentos sobre a biodiversidade no nível específico se refere a organismos de grande porte. O nosso conhecimento sobre outros organismos, a exemplo dos insetos, liquens, fungos e algas é ainda muito incipiente. A parcela da biodiversidade menos conhecida está localizada na copa das árvores, no solo e nas profundezas marinhas.
Em relação aos recursos fitogenéticos, estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) indicam a existência, em âmbito mundial, de cerca de 6,5 milhões de acessos de interesse agrícola mantidos em condição ex situ. Desse total, 50% são conservados em países desenvolvidos, 38% em países em desenvolvimento e 12% distribuídos nos Centros Internacionais de Pesquisa (IARCs), do Grupo Consultivo Internacional de Pesquisa Agrícola (CGIAR).
Fonte: O Progresso





