Niterói/RJ – O engenheiro em segurança do trabalho e instrutor do SESI/Niterói, Gilson Cassiano de Góes Filho, 38 anos, explica que a norma regulamentadora nº. 6 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que regulamenta o uso dos EPI e do EPC.
“Cada funcionário tem que ter o seu. O equipamento não pode ser compartilhado, enquanto o EPC visa a proteção coletiva”, disse o engenheiro.
Ainda segundo Gilson, a conscientização atualmente, tanto das empresas, quanto dos empregados é considerável e vem crescendo.
“As campanhas fazem muito efeito. Por exemplo, aqui nossos alunos não são considerados bons se apenas aprenderem o ofício da profissão. Eles aprendem a importância do uso dos equipamentos e saem com essa consciência”, garante.
Utilização
O instrutor explica ainda que os equipamentos individuais vão desde a proteção da cabeça até os pés.
“Temos capacete, óculos, viseira, protetor auricular, máscaras, luvas, antebraço, manga inteira, aventais, meias, macacões. Todos estes são individuais e temos ainda os coletivos, que são extintores, faixas de seguranças, placas, etc”, explica Gilson.
Na NHJ do Brasil, que comercializa contêineres marítimos módulos habitáveis, há a visão de que é preciso investir em EPIS que trazem maior benefício tanto na proteção ao trabalhador, quanto nos custos a longo prazo. Ou seja, a empresa tem comprado equipamentos que além de facilitar a atividade, têm mais qualidade e durabilidade.
“Aparentemente, eles custam mais, mas a longo prazo acabam trazendo economia porque podem ser usados por mais tempo”, diz a técnica em segurança do trabalho da NHJ do Brasil, Laudicéia Galindo de Oliveira.
Um exemplo é a máscara de solda que possui botão de regulagem para iluminação na parte externa e não precisa ser retirada.
A empresa aposta firme também nos Diálogos Diários de Segurança (DDS). Esse processo é quando se apresenta aos trabalhadores exemplos concretos de acidentes ocorridos em outras empresas.
“Mostramos para eles todos os riscos. Cada empregado participa de uma palestra de segurança ao menos uma vez por semana. Além das palestras, há placas sinalizadoras por todo o chão de fábrica. Fazemos também rondas de fiscalização constantemente. Os encarregados olham o tempo todo se os trabalhadores estão fazendo o uso correto dos EPIs”, contou a especialista.
Formação
A estudante Nathály Nazareth, 29 anos, resolveu fazer o curso de soldador TIG e garante que aprendeu a importância do uso dos EPI. “Estou aqui para conseguir um lugar no mercado de trabalho. Termino meu curso na semana que vem e com certeza usar os equipamentos de segurança faz parte da nossa rotina”, contou a estudante.
Fonte: Revista Proteção





