Pesquisadores acreditam que a epidemia pode reaparecer no outono.
Vírus H7N9 já infectou mais de 130 pessoas na China e em Taiwan.
Da Reuters

1 comentárioO novo e mortal vírus da gripe aviária, que surgiu na China em fevereiro, parece ter se esgotado nos últimos meses. No entanto, cienistas disseram nesta segunda-feira (24) que ele pode reaparecer ainda este ano, quando a estação quente chegar ao fim – e poderia se espalhar internacionalmente.

Um estudo realizado por pesquisadores na China e Hong Kong encontraram apenas um caso humano da ave cepa da gripe H7N9 identificado desde o início de maio. Nos meses anteriores, o vírus, o que era desconhecido em humanos até fevereiro, já infectou mais de 130 pessoas na China e em Taiwan, matando 37 deles, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A temporada quente já começou na China, e apenas um novo caso confirmado por laboratório de H7N9 em seres humanos foi identificado desde 8 de maio de 2013,” escreveram os pesquisadores em um estudo publicado na revista médica “The Lancet”.

saiba mais

Xangai retoma venda de aves após mortes causadas pela gripe H7N9Gripe H7N9 gera perdas bilionárias para a indústria avícola da ChinaPara especialistas, nova gripe aviária é ‘ameaça séria’Vírus da gripe aviária H7N9 se origina nas aves, aponta estudo científicoNovo vírus da gripe aviária é dos tipos ‘mais letais’, diz OMS”Se o H7N9 segue um padrão semelhante ao H5N1, a epidemia poderia reaparecer no outono”, acrescentaram.

O H5N1 é uma outra cepa mortal da gripe aviária que surgiu em 2003 e desde então se espalhou ao redor do mundo. Últimos dados da OMS em exposição mostram que o H5N1 já matou 375 das 630 pessoas confirmadas como infectadas nos últimos 10 anos. Muitos casos de H5N1 foram confirmados no Egito, Indonésia e Vietnã.

Os pesquisadores do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em Pequim e da Universidade de Hong Kong disseram que a calmaria potencial do H7N9 poderia oferecer aos funcionários da saúde a oportunidade de discutir adequadamente e planejar com antecedência a possibilidade de retorno da gripe e divulgação mais ampla. Isto deve incluir planos para a construção da capacidade de saúde na região, “tendo em vista a possibilidade de que H7N9 poderia se espalhar para além das fronteiras da China”, disseram eles.

Já Especialistas da agência das Nações Unidas disse no mês de maio que o surto de gripe aviária na China custou à economia cerca de US$ 6,5 bilhões.

Em um segundo estudo publicado na mesma revista, os pesquisadores também descobriram que, enquanto a gripe H7N9 tem um menor risco de morte do que o temido H5N1, ela tem um risco de mortalidade maior do que a gripe H1N1 de 2009, que varreu o mundo em 2009 e 2010, em uma pandemia.

Depois de analisar os dados sobre internações hospitalares, a equipe descobriu que a gripe aviária H5N1 teve um risco de mortalidade de cerca de 60% para os pacientes internados no hospital – quase o dobro da nova cepa H7N9, que tem uma taxa de cerca de um terço das pessoas hospitalizadas com a morte infecção. A pandemia H1N1, muitas vezes referida como “gripe suína”, matou 21% das pessoas infectadas que foram levados para o hospital, disseram os pesquisadores.

A equipe pediu às autoridades de saúde e os médicos que não se iludam com uma falsa sensação de segurança, proporcionada pela queda acentuada ede casos H7N9 nas últimas semanas.

“Vigilância contínua e esforços de controle intensivo sustentados contra o vírus são necessários para minimizar o risco de infecção humana, que é maior do que anteriormente reconhecido”, disseram eles.

Fonte G1 Bem Estar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *