Restaurante que explodiu no Rio usava aromatizante para esconder cheiro de gás, diz ex-funcionário
Hanrrikson de Andrade
Do UOL, no Rio
10/07/201312h51
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Explosão no Rio de Janeiro54 fotos 37 / 5413.out.2011- Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil retiram os destroços da explosão que aconteceu no restaurante Filé Carioca, na praça Tiradentes, no centro do Rio. A explosão destruiu totalmente o andar térreo de pelo menos dois prédios na praça. O acidente – supostamente causado por um vazamento de gás – deixou quatro mortos e vários feridos Leia mais Carlão Limeira/UOLO auxiliar de serviços gerais Renato Costa, testemunha de acusação no processo sobre a explosão do restaurante Filé Carioca, afirmou à Justiça nesta quarta-feira (10) que os funcionários do estabelecimento utilizavam eventualmente uma substância aromatizante para aliviar o cheiro de gás que, segundo ele, já havia sido sentido no local. A explosão do Filé Carioca ocorreu em 13 de outubro de 2011, na praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro.

Questionado pelo Ministério Público sobre a existência de um foco de vazamento de gás, a testemunha disse que, após reclamações de um funcionário, identificado apenas como Leandro, sobre o forte odor na área do subsolo –onde os cilindros eram armazenados–, a gerência do Filé Carioca providenciou a instalação de um sistema de ventilação mecânica. O auxiliar de serviços gerais esclareceu que um exaustor era ligado rotineiramente, sempre que o cheiro incomodava.

Já quanto às indagações dos advogados dos réus, Costa confirmou que, no local onde os botijões eram armazenados, também havia um odor cuja natureza não era definida com precisão, mas que se assemelhava ao cheiro de mofo. A tese de que o exaustor fora instalado em função de um suposto cheiro de mofo foi constantemente explorada pela defesa, porém, de acordo com a testemunha, o equipamento acabou adquirindo dupla função: aliviar o odor do gás e o cheiro do mofo.

Costa, que foi demitido do restaurante cerca de três meses antes da tragédia, foi a única testemunha de acusação entre as cinco ouvidas nesta manhã pela juíza da 19a Vara Criminal, Lúcia Regina Esteves de Magalhães. A audiência de instrução e julgamento foi acompanhada pelo principal réu do caso, o proprietário do restaurante, Carlos Rogério do Amaral. O processo tem ainda outros nove denunciados.

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