Esta sexta-feira (28) é o Dia Internacional de Prevenção às LER/DORTs. Para você ficar ainda mais por dentro das causas e consequências das Lesões por Esforço Repetitivo, preparamos um material especial sobre o assunto.

Abaixo, assista ao vídeo que a Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) produziu sobre a importância da notificação compulsória de agravos à saúde do trabalhador ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do SUS (Sistema Único de Saúde). O conteúdo enfatiza as LER/DORTs, com explicações sobre o distúrbio.
Para esclarecer um pouco mais sobre o que são as LER/DORTs, veja as explicações do médico Drauzio Varella, disponibilizadas em seu site.

LER (Lesões por Esforço Repetitivo) não é propriamente uma doença. É uma síndrome constituída por um grupo de doenças – tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo, mialgias -, que afeta músculos, nervos e tendões dos membros superiores principalmente, e sobrecarrega o sistema musculoesquelético. Esse distúrbio provoca dor e inflamação e pode alterar a capacidade funcional da região comprometida. A prevalência é maior no sexo feminino.

Também chamada de DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho), LTC (Lesão por Trauma Cumulativo), AMERT (Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho) ou síndrome dos movimentos repetitivos, LER. é causada por mecanismos de agressão, que vão desde esforços repetidos continuadamente ou que exigem muita força na sua execução, até vibração, postura inadequada e estresse.

Tal associação de terminologias fez com que a condição fosse entendida apenas como uma doença ocupacional, e que existem profissionais expostos a maior risco: pessoas que trabalham com computadores, em linhas de montagem e de produção ou operam britadeiras, assim como digitadores, músicos, esportistas, pessoas que fazem trabalhos manuais, por exemplo tricô e crochê.

Sintomas
Os principais sintomas são: dor nos membros superiores e nos dedos, dificuldade para movimentá-los, formigamento, fadiga muscular, alteração da temperatura e da sensibilidade, redução na amplitude do movimento, inflamação.

É importante destacar que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados com uma atividade inadequada não só dos membros superiores, mas de todo o corpo, que se ressente, por exemplo, se houver compressão mecânica de uma estrutura anatômica, ou se a pessoa ficar sentada diante do computador ou tocando piano por oito, dez horas seguidas.

Tratamento
Além de medicamentos, repousos, cirurgias e fisioterapia, os conhecimentos da ergonomia, ciência que estuda a melhor forma de atingir e preservar o equilíbrio entre o homem, a máquina, as condições de trabalho e o ambiente com o objetivo de assegurar eficiência e bem-estar do trabalhador, têm-se mostrado muito úteis no tratamento e prevenção da LER.

Recomendações
Procurar manter as costas eretas, apoiadas num encosto confortável e os ombros relaxados enquanto estiver trabalhando sentado. Cuidar também para que os punhos não estejam dobrados. A cada hora, pelo menos, levantar, andar um pouco e fazer alongamentos;

Certificar-se de que a cadeira e/ou banco em que se senta para trabalhar sejam adequados ao tipo de atividade exercida;

Não imagine que LER é uma síndrome que acomete apenas as pessoas que trabalham em determinadas funções. Quem usa o computador, por exemplo, para o lazer durante horas a fio, também está sujeito a desenvolver o distúrbio;

Veja bem: qualquer região do corpo pode ser afetada por LER desde que seja exposta a mecanismos de traumas contínuos. Portanto, a síndrome pode manifestar-se em regiões do corpo como a coluna lombar, se a sobrecarga ocorrer na coluna lombar ou no tendão do calcâneo (tendão de Aquiles), se a pessoa caminha ou corre longas distâncias.

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Fonte: Revista Proteção

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