Um estudo realizado pela perita em engenharia de segurança do trabalho do Ministério Público do Trabalho, Caetana Taveira, alerta que os funcionários da limpeza são os que mais se acidentam com material perfurocortante, entre os grupos de trabalhadores terceirizados que não são da atividade fim de unidades hospitalares. A pesquisa foi realizada com empresas prestadoras de serviços de limpeza do município de São Paulo que atendem hospitais públicos e particulares. O objetivo foi identificar as principais causas de acidentes e o tratamento que é dado aos acidentados.

“Pela análise das CAT’s, foi observado que os instrumentos perfurocortantes que causaram acidentes encontravam-se inadequadamente descartados, principalmente em sacos de lixo, sobre móveis e jogados no chão”, explica Taveira.  O excesso de material mal acondicionado em caixas é outro fator agravante.

A pesquisa apontou ainda que os treinamentos dos trabalhadores ministrados pelas prestadores de serviços de limpeza não incluíam orientações para prevenção de acidentes e conhecimento dos riscos da atividade. “A principal preocupação era com a qualidade dos serviços”, complementa a perita. A subnotificação dos acidentes e a falta de vacinação dos trabalhadores também foram identificadas no estudo de caso realizado em um hospital público. Hepatite A e B, além do HIV, são os principais agentes infecciosos transmitidos por material perfurocortante.

Taveira enfatiza que o acompanhamento do acidente de trabalho é obrigação da empresa prestadora de serviço, mas o hospital também é responsável pela gestão de segurança e saúde dos seus trabalhadores terceirizados. Para ouvir a entrevista completa, acesse aqui.

 

Fonte: Revista Proteção

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *