Um voo perfeito é sinônimo de trabalho bem executado não somente por quem pilota as aeronaves (aeronautas). Tudo começa em terra, em toda a área de abrangência dos aeroportos, desde o estacionamento e as lojas, passando pelo check in, pelo embarque, pela manutenção e todos os outros serviços prestados em terra para apoio às aeronaves, assim como pelo controle de tráfego aéreo e pelo gerenciamento deste conjunto de atividades. Neste cenário, são milhares de aeroviários e aeroportuários que, todos os dias, fazem essa engrenagem funcionar e que precisam ter saúde física e mental e trabalhar com segurança para que outras milhares de pessoas – passageiros e tripulantes – cheguem sãs e salvas aos seus destinos.
Exposição a intempéries, produtos inflamáveis, ruído e pressão constante para cumprimento de horários são alguns dos inúmeros riscos ocupacionais aos quais são expostos esses trabalhadores. Com a gradativa privatização dos aeroportos, a terceirização de atividades e, agora, a reforma trabalhista, novas preocupações vêm sendo apontadas por quem representa as duas categorias. Entre os receios, está a possibilidade de mais excessos de horas trabalhadas e de alta rotatividade de funcionários num setor em que erros por esgotamento ou capacitação inadequada podem significar, além de acidentes e doenças ocupacionais, desastres de grandes proporções.
Fonte: Revista Proteção





