Quando se trata de instrumentos de detecção de riscos atmosféricos em espaços confinados, não seguir a legislação vigente de Segurança e Saúde do Trabalho é sinônimo de graves consequências e, muitas vezes, mortes em efeito dominó, principalmente nas tentativas de salvamentos feitas por colegas e até mesmo por profissionais de resgate. Maior causa de acidentes em ECs segundo a OSHA (Occupational Safety and Health Administration), tais riscos devem ser identificados, preferencialmente eliminados antes da entrada e mantidos sob controle durante a permanência dos trabalhadores no interior desses ambientes.

Com a publicação da NR 33 (Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados), em 2006, a procura pelos monitores cresceu no Brasil, assim como a disponibilidade e a tecnologia dos equipamentos evoluíram ao longo dos anos. Grande parte das empresas do país, no entanto, até hoje, não dispõe da instrumentação necessária e pessoal capacitado para o seu uso e interpretação. Para complicar ainda mais, vários manuais desses produtos vêm sem informações fundamentais para a prevenção de ocorrências.

A explosão do navio-plataforma FPSO Cidade de São Mateus, no Espírito Santo, em 11 de fevereiro de 2015, que tirou a vida de nove trabalhadores e feriu outros 26, é um exemplo triste da total desconsideração das normas de SST para ambientes fechados e do despreparo dos envolvidos. A tragédia resultou de uma sucessão de erros, e um deles foi a equivocada determinação de entrada das equipes de manutenção na casa de bombas, local do vazamento, mesmo quando os detectores de gases apontavam iminência de explosão.

 

Fonte: Revista Proteção

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