Brasília (18/06/2014) – Atualmente, os carros lançam no ar cerca de 0,25 g/km de monóxido de carbono contra 28,7 g/km em 1985. Uma redução de 99%, somente possível pela implantação, em 1986, do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve),
executado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Mesmo com o significativo aumento da frota de veículos no Brasil, as emissões totais são hoje menores do que há 10 anos. A qualidade do ar respirado nas cidades melhorou e houve redução no comprometimento da saúde da população dos grandes centros causados por problemas respiratórios. Isto é resultado das mudanças empreendidas nos veículos e combustíveis por causa das exigências estabelecidas pelo Proconve para se combater a degradação do ar causada pela emissão de gases poluentes por veículos automotores.
Além do monóxido de carbono, é também responsabilidade do programa a diminuição da emissão de 98% para os hidrocarbonetos totais (2,4 g/km em 1985 contra 0,04 g/km em 2012), 98% para os óxidos de nitrogênio (1,6 g/km em 1985 contra 0,03 g/km em 2012) e 96% para os aldeídos (0,05 g/km em 1985 contra 0,0017 g/km em 2007).
O Proconve, instituído pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), estabeleceu também controle de outros veículos, como motos e caminhões, por meio de fases cada vez mais restritivas a serem atendidas pelos fabricantes e importadores de veículos. Isso gerou um expressivo desenvolvimento tecnológico na indústria automotiva.
Motivado pelos programas de controle de emissões veiculares, o parque industrial automotivo brasileiro se modernizou: a indústria passou a desenvolver e adotar novas tecnologias e os combustíveis tiveram sua qualidade melhorada para que os veículos pudessem atender aos limites exigidos. Além disso, uma nova especialidade de trabalho foi aberta, necessitando de mão de obra técnica especializada, o que trouxe novas áreas de formação. A implantação da infraestrutura necessária à fabricação de veículos certificados exigiu das montadoras investimentos em novas plantas e laboratórios, com a consequente geração de mais empregos e a instalação de novas indústrias para a produção de componentes antes não exigidos.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ibama, em conjunto com centros de pesquisa e outras entidades envolvidas com veículos, promovem estudos para avaliar os programas de controle das emissões veiculares. O Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários de 2013 mostra o resultado da ação do Ibama sobre os veículos comercializados no Brasil.

Fonte: Ibama. gov.br

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